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Entrevista Especial - Dr. Paulo Pontes

17/06/2009

Após a realização do maior evento da ORL mundial no Brasil, na primeira semana de junho, falamos com o Dr. Paulo Pontes, presidente do XIX Congresso Mundial de ORL 2009 e atual presidente da IFOS (International Federation of Oto-Rhino-Laryngological Societies).

 

Como foi a receptividade dos médicos nacionais e internacionais ao primeiro congresso mundial no Brasil?
Dr. Paulo Pontes: A receptividade foi excelente para não dizer surpreendente. Os três últimos Congressos Mundiais tiveram dificuldades nas suas realizações que não foram totalmente superadas, o que felizmente não ocorreu no Brasil. Além deste fato o Congresso no Brasil foi uma demonstração de eficiência em todos os itens que podem ser analisados. Este desempenho foi fruto de um trabalho em conjunto e bem harmonioso de todos que estiveram envolvidos na sua elaboração e execução. 

Trace um balanço de como foi o conteúdo cientifico deste congresso. Muitos otorrinos destacaram a variedade e atualidade dos temas. Como o senhor analisa isso?
PP: Tínhamos certeza de que o conteúdo científico iria agradar a quase totalidade dos congressistas. Os temas foram selecionados de acordo com as referências nas publicações científicas utilizando-se o mesmo critério para se convidar os palestrantes. Assim tivemos assuntos de ponta abordados pelos melhores especialistas nos mesmos. Acrescentam-se a esse critério as indicações dos Comitês Ad-hoc da IFOS. A Comissão Científica local associando esses dois critérios forneceu à Otorrinolaringologia mundial o que realmente está ocorrendo na especialidade. 

Foram mais de 6 100 médicos. Qual a sensação de poder ter feito parte de um evento tão grande como esse?
PP: Há 3 anos, quando foi realizada a projeção do número de participantes, contávamos com a expectativa de 6 mil. Com o surgimento da crise financeira mundial julgamos que não atingiríamos 5 mil, assim, obtida a meta inicial diante desta dificuldade consideramos sucesso espetacular da campanha de divulgação. Este trabalho exigiu um processo de logística identificando os encontros mais abrangentes que ocorreram no mundo neste período e nos mesmos sempre estava presente um membro da Comissão Organizadora com um representante da Secretaria Executiva. 

Fale um pouco da festa Brazil Tropical. O que o senhor achou? Os otorrinos gostaram dela?
PP: A festa Brazil Tropical foi uma amostra muito bem sucedida do nosso Carnaval destacando a participação dos congressistas que jamais poderiam supor que seriam parte integrante da festa. As diversidades culturais e culinárias brasileiras empolgaram não só os estrangeiros como a nós mesmos brasileiros. Para mim o que não deixou dúvidas do sucesso foi presenciar a delegação argentina cantar que este foi "el mejor meeting del mundo". 

Qual foi o diferencial desse congresso em relação aos outros já realizados. O Brasil deixou a sua marca e virou exemplo para os próximos?
PP: É difícil para algum de nós da Comissão Organizadora fazer uma análise comparativa em relação aos outros congressos, mas podemos afirmar o que foi dito pelo Secretário-Geral da IFOS na cerimônia de encerramento, que "este foi o Congresso de maior expressão já realizado e dificilmente será superado". Com base neste comentário podemos afirmar que realmente o Brasil deixou a sua marca na Otorrinolaringologia mundial.