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Especial - XIX Congresso Mundial de ORL - Dr. Renato Roithmann

11/05/2009

* Série especial de entrevistas *

Bastidores de um gigante

XIX Congresso Mundial de ORL - Brasil 2009

 

1- Qual será o papel do Comitê Local de Rinologia, Alergia e Cirurgia Plástica Facial no XIX Congresso Mundial?
Renato Roithmann: O Congresso Mundial de Otorrinolaringologia se aproxima e minha expectativa como coordenador do Comitê Local de Rinologia é a melhor possível. O número de pré-inscritos nos assegura que esse tem sido também o pensamento de todos os colegas que acompanharam o maravilhoso trabalho de toda comissão organizadora do evento nos últimos anos. O Comitê Local irá trabalhar em conjunto com o Comitê da IFOS assessorando no que for necessário para o bom andamento dos trabalhos neste campo de atuação.

2- Dentre os estudos já escolhidos de Rinologia, Alergia e Cirurgia Plástica Facial, há alguma novidade que poderá ter maior interesse público? Você destacaria algum estudo?
RR: Especialmente no campo da Rinologia, os destaques são para a presença cada vez maior de cirurgia da base do crânio assistida por endoscopia. Em relação ao manejo cirúrgico da rinossinusite crônica, a sinusoplastia com balões tem despertado a atenção dos otorrinos ao redor do mundo e será um dos "hot topics" do evento.

3- Qual a posição dessas especialidades no quesito produção científica no Brasil e no exterior?
RR: Excelente. Inúmeros trabalhos realizados em centros de pesquisa brasileiros têm sido publicados em revistas internacionais indexadas no Medline. Ou seja, esses trabalhos passam por rigorosos critérios de seleção e revelam produção científica de qualidade. Exemplo disso são os trabalhos de polipose nasal e rinossinusite crônica. A Rinologia brasileira foi sempre pioneira no manejo cirúrgico das doenças que comprometem os seios paranasais. Não poderia deixar de citar aqui as contribuições de nosso estimado Dr. Ermiro de Lima para a Rinologia mundial. Mais ainda, o trabalho no campo da Cirurgia Plástica Facial tem sido fantástico em vários centros ao redor do País. É certamente um diferencial na formação do otorrinolaringologista hoje em nosso meio e reconhecido internacionalmente por meio de participações em eventos internacionais e publicações.

4- Haverá alguma novidade no cronograma científico em relação às doenças típicas do outono / inverno?
RR: As rinites infecciosas (resfriado, gripe e rinossinusite por bactéria) sempre ocupam posição de destaque nas programações científicas dos eventos da especialidade. Isso devido ao fato de sua alta incidência, e, claro, especialmente nos meses mais frios do ano. A procura por novos meios de tratamento e prevenção serão pontos bastante explorados na programação científica do evento. Entra aqui também o capítulo rinite alérgica, e, em especial, a nova classificação ARIA (Allergic rhinitis and its impact on asthma) que muito facilitou o entendimento e o manejo desta prevalente doença em nosso meio.

5- O XIX Congresso Mundial pode abrir novas fronteiras para o Rinologista?
RR: Certamente. A Rinologia atual cruzou fronteiras importantes. Em outras palavras, saiu dos limites do nariz e dos seios paranasais e hoje os otorrinos que se dedicam a essa área trabalham direto em conjunto com neurocirurgiões, oftalmologistas e crânio-maxilo-faciais. O Congresso Mundial promoverá muito essa área de atuação dentro da otorrino, permitindo contato científico e social com os maiores "experts" nesses assuntos.

6- Para finalizar, quais as curiosidades e os fatos marcantes que o senhor gostaria de compartilhar com os otorrinos que não puderam presenciar todo o processo?
RR: O que veremos em São Paulo na primeira semana de junho é fruto de um longo trabalho onde, liderados pelos competentes e exigentes Dr. Paulo Pontes e Dr. Ricardo Bento, vários colegas doaram seu tempo e experiência, para que tenhamos um evento memorável em todas as áreas da Otorrinolaringologia.