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Especial - XIX Congresso Mundial de ORL - Dr. Luc Weckx

25/03/2009

* Série especial de entrevistas *

Bastidores de um gigante


XIX Congresso Mundial de ORL - BRASIL 2009

 

1- Como Vice-Presidente, quais foram as dificuldades encontradas para trazer o Congresso Mundial ao Brasil?
Luc Weckx: A minha maior dificuldade foi de ordem pessoal, visto que na última votação durante a assembléia da IFOS, no Cairo, eu como presidente da ABORL-CCF naquela ocasião votei a favor do meu país -Brasil - contra o país dos meus pais - Bélgica.

2- Qual o diferencial que o senhor destaca como sendo o motivo pelo qual o Brasil foi escolhido como país-sede?
LW: Não tenho dúvidas de que dois grandes motivos foram a estrutura administrativa e técnica da ABORL-CCF e a tradição de realizar congressos nacionais de amplo porte, além da união dos dirigentes associativos e universitários em torno do congresso mundial em São Paulo.

3- Como está o andamento da organização e dos preparativos do Congresso? Quais os ajustes que precisam ser feitos?
LW: A organização do congresso é profissional, dentro do cronograma previsto, com as diretorias executiva e científica somando esforços na mesma direção. Os ajustes necessários são de ordem pessoal, principalmente de congressistas e palestrantes do exterior.

4- Qual será o papel do Comitê Local de ORL Pediátrica? Há diferenças de função, estratégia e expectativa entre o Comitê Local de ORL Pediátrica e o Comitê da IFOS da mesma área?
LW: O comitê brasileiro de ORL Pediátrica complementou com nomes estrangeiros e brasileiros as lacunas não preenchidas ou não aceitas pelos convidados pelo comitê da IFOS.

5- Dentre os estudos já escolhidos de ORL Pediátrica, há alguma novidade que poderá ter maior interesse público? Você destacaria algum estudo?
LW: Difícil destacar temas de maior interesse, pois a seleção foi abrangente e embasada não só nos grandes nomes, mas também nas grandes produções cientificas. Deveremos ter novidades desde a fisiopatologia no anel de Waldeyer, no tratamento da otite média secretora e recorrente, na conduta do estridor laríngeo até o update em alterações comportamentais e escolares do respirador bucal e da apnéia obstrutiva do sono na infância.


6- Para finalizar, quais as curiosidades e os fatos marcantes que o senhor gostaria de compartilhar com os otorrinos que não puderam presenciar todo o processo?
LW: Foi difícil trazer o congresso mundial para o Brasil, em grande parte pelos problemas de segurança em nossas cidades. Portanto, o espírito que deve nortear os cinco dias do evento é o guarda-chuva de proteção e orientação dos otorrinolaringologistas brasileiros em relação aos nossos colegas que vem de fora. No resto, hospitalidade, competência profissional e planejamento social. Já provamos nossa eficiência em vários eventos anteriores.