×

Dr. Aldo Stamm

19/05/2008

1- O Rhinology é um dos mais importantes eventos da Otorrinolaringologia e da Rinologia mundial. Qual a sensação de assumir a responsabilidade de coordenar um evento como esse?

R: Ao mesmo tempo em que me sinto feliz e honrado por estar representando a Otorrinolaringologia e em especial a Rinologia brasileira, sinto também o peso da responsabilidade de organizar este "Joint Meeting" que pela primeira vez no Brasil reúne especialistas de 2 áreas importantes da medicina, a Otorrinolaringologia e a Neurocirurgia.

2- O evento deste ano traz alguma novidade que merece ser destacada? Quais os destaques que o otorrino vai encontrar no conteúdo cientifico do Rhinology?

R: A principal novidade será a possibilidade de em uma mesma sessão científica encontrar diferentes especialidades (Otorrinolaringologia e Neurocirurgia) discutindo uma mesma enfermidade, com abordagens e tratamentos distintos. Outro aspecto importante para ser destacado será a sessão de debates, com dois especialistas apresentando opiniões antagônicas acerca de um mesmo tema.

3- Como o senhor avalia o retorno que um evento como esse traz para a ORL brasileira?

R: Acredito que após este evento tanto os otorrinolaringologistas como os neurocirurgiões vão ter adicionado valiosas informações e conhecimentos em áreas fronteiras e correlatas entre as duas especialidades.

4- A Rinologia, a exemplo das outras especialidades da ORL, tem crescido muito em sua abrangência de diagnósticos, procedimentos e cirurgias, com técnicas cada vez mais inovadoras. O Brasil pode ser considerado um dos maiores centros da especialidade no mundo? Ele supera ou se equipara aos EUA e aos países europeus?

R: Certamente na área de rinologia e cirurgia de base de crânio, que são os principais tópicos deste evento, nosso país apresenta conhecimento e desenvolvimento técnico semelhante aos maiores centros do mundo. No que se refere à pesquisa básica, ainda estamos defasados, mas caminhando rapidamente para nos equipararmos aos centros mais desenvolvidos.


5- O médico otorrino participa cada vez mais de cirurgias que envolvem base do crânio e cérebro. Quais conselhos e recomendações que o senhor, especialista no assunto, passa ao otorrino que pretende atuar nesta área?

R: A principal mensagem é para os otorrinolaringologistas mais jovens que se iniciam nesta área. A recomendação mais importante é a de não pular etapas de aprendizado, ou seja, adquirir um sólido conhecimento da anatomia dos seios paranasais e base do crânio, e técnicas cirúrgicas que envolvem estas regiões, para então numa próxima etapa iniciar o treinamento especializado no setor de base de crânio.