Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

Dr. Lídio Granato

- Em quais pontos a ORL mais se desenvolveu nesses 60 anos de ABORL-CCF? Como foi esse desenvolvimento em São Paulo?
R: A ORL se desenvolveu como um todo, pois seria difícil mencionar um setor da especialidade que tenha avançado muito mais que outro. Basta imaginar que, há 60 anos, boa parte dos colegas se dedicava a duas especialidades e eram considerados otorrinolaringologistas e oculistas. Também lembrar, para espanto dos otorrinolaringologistas mais jovens, que as crianças naquela época eram submetidas à adenoamigdalectomia sem anestesia.
O que chama atenção hoje é que a Otorrinolaringologia cresceu tanto que resgatou setores que haviam escapados do nosso controle, tais como a cirurgia de cabeça e pescoço e a cirurgia plástica facial.


- Como o senhor classifica a ABORL-CCF hoje, com seis décadas de vida e tantas inovações?
R: A ORL tem tido um progresso extraordinário em todo o mundo e a ABORL-CCF tem acompanhado este desenvolvimento. A Associação foi idealizada e fundada em São Paulo e passou a centralizar toda a atividade da Instituição. Nos anos 60 e 70 a Sociedade, como era chamada inicialmente, não contava com uma estrutura capaz de atender seus filiados e funcionava de maneira precária. Com a melhor estruturação da Associação, a revista oficial da ORL ajudou a alavancar os seus objetivos. Os Congressos tornaram-se melhor organizados, surgiu a criação do título de especialista que, sem dúvida, deu um grande salto na especialidade e, com o surgimento da informação eletrônica, fez com que estas inovações atraíssem mais interessados em associar-se a nossa Sociedade, fazendo com que hoje tenhamos um número de sócios que se situa entre as maiores do mundo. 


- Qual foi o papel da ABORL-CCF em prol da Otorrinolaringologia brasileira nestes 60 anos?
R: O papel da ABORL-CCF tem sido fundamental para o avanço da nossa especialidade, pois ela sempre tem prestigiado e colaborado os inúmeros cursos no país, organizando Congressos de alto nível, que possibilita a vinda de convidados estrangeiros de projeção internacional, trazendo suas experiências e enriquecendo o evento. Desta forma, colegas jovens de países vizinhos são atraídos pelo alto nível do Congresso. Ainda há a boa sistematização da prova do título de especialista que se firmou e ganhou o respeito de todos os colegas, pela forma honesta como tem se desenvolvido ao longo do tempo. 


- Quais fatos mais lhe marcaram ao longo destes anos em sua profissão? Que mensagem o senhor deixa aos jovens otorrinos?
R: Na verdade, o fato mais significante foi verificar o progresso da especialidade. O profissional dificilmente domina com segurança e isoladamente todos os capítulos da especialidade. O surgimento de muitas clínicas, a partir das faculdades tradicionais, ajudou a preparar novos médicos para a profissão.
O avanço na organização científica dos Congressos e o prestígio alcançado sistematicamente chamaram a atenção dos patrocinadores que investem bastante e em conjunto, proporcionando um evento comparado aos melhores do mundo.
Como mensagem aos médicos que se iniciam na profissão, diria que o importante é estudar sempre, tornando-se um eterno aprendiz, procurando se atualizar, já que hoje com os recursos do computador, e com os inúmeros cursos que são oferecidos, podemos ajudá-los nesta direção. Outro aspecto fundamental é a ética, pois acreditamos que errar é possível, porém nunca por desonestidade.

 




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